Capitão Carlos, o Protetor dos Oceanos

Uma vida dedicada ao mar e a contribuir para a sua sustentabilidade

Diz que admite ter água salgada nas suas veias, e nós, na VMT Madeira, acreditamos piamente nisso, pois a sua dedicação ao mar é incontornável! Carlos Silva, é capitão dos barcos da VMT Madeira há mais de 15 anos, altura em que a nossa primeira embarcação chegou ao Funchal – Sea Pleasure! No entanto, a sua relação com o mar começou de tenra idade e veio evoluindo como se de uma necessidade viciante se tratasse.

Aos 41 anos, Carlos confessa-nos que desde os 13 que tudo o que é relacionado com o mar o fascina. Entre ter sido atleta e treinador de canoagem, à prática do mergulho, de surf e treino para observação de vertebrados marinhos, tudo é pretexto para estar junto do mar.

Por isso, não seria de estranhar que, para além de nadador salvador quando jovem, enveredasse para as marítimo-turísticas aqui na ilha da Madeira. Começou como marinheiro em 2000, mas tivemos a sorte de o receber na nossa família em 2004, onde teve oportunidade de aprimorar o seu gosto pela fotografia e, posteriormente, de iniciar os seus deveres como capitão das nossas embarcações.

A verdade é que quando se vive do mar e das suas criaturas “nasce connosco um sentido forte de preservação e proteção”, afirma Carlos. Sendo essa a razão pela qual todas as suas ações e projetos estão intimamente ligados ao mar! Foi deste sentimento de sensibilização e de salvamento dos oceanos que surgiu o Relatório do Capitão (Captain’s Report), inspirado numa fundação sem fins lucrativos associada ao mar Sea Shepherd.

Este era um relatório diário que compilava fotografias, animais observados e algumas dicas/experiências vividas pela tripulação da VMT Madeira, da perspetiva de Carlos.

Um trabalho muito moroso, mas que preservou muitas histórias de mar que simplesmente nos tocam o coração. Carlos conta peripécias sobre salvamentos de tartarugas que o sensibilizaram não só a ele, mas também aos amantes de natureza a bordo, dignas de sair em jornais (artigo no Diário de Notícias da Madeira, 2014).

Nós, na VMT Madeira trabalhamos em estreita ligação com a Estação de Biologia Marinha do Funchal  e com o Professor Dr. Thomas Dellinger no auxílio de tartarugas em perigo no mar.

Carlos afirma que “a minha primeira reação é ajudar”, sendo, por esse motivo, que em 2019 começou a desenvolver um outro projeto denominado Ocean Love Arts, do qual 30% da venda de artefactos em ossos de cachalote são doados para instituições relacionadas com a proteção dos animais marinhos.

Os ossos de cachalote que foi encontrado morto no Porto Santo (2011), junta-se a materiais encontrados no mar, como o plástico e canas de bambu (utilizadas na apanha do atum), para ganharem uma nova vida em pulseira, brincos e fios: “do plástico que retiramos de mar faço missangas para os fios. O importante é dar uma nova vida aquilo que era lixo e prejudica os animais marinhos”, reitera o capitão.

Para Carlos é gratificante poder dar um novo sentido a um animal que perdeu a vida, bem como, de reutilizar materiais para salvar os oceanos e as suas criaturas:

“Consegui doar algum dinheiro [através da Ocean Love Arts ] à Estação de Biologia Marinha do Funchal que estava a fazer uma angariação de fundo para o tratamento de 2 tartarugas”.

Depois “tive a oportunidade de nadar com uma das que foi libertada (…) foi mágico”, comenta emocionado.

Hoje em dia a VMT Madeira tem como um dos principais objetivos a recolha de lixo, a consciência ambiental, a sustentabilidade e a educação eco-sustentável (Projecto Eco-Disciplina), da qual o Carlos contribuiu.

A tripulação tem aprendido com o capitão Carlos a passar pelo lixo e a apanhá-lo; de cuidar, preservar e de sensibilizar os próprios clientes: “se temos clientes é pelos animais, pelo que temos de dar de volta ao mar,” refere o “skipper”.

Esta motivação e sentimento faz toda a diferença, não só pela sua importância, mas para um maior espírito de equipa: “a minha noção de trabalho em equipa começou nesta empresa (…) O Carlos incentiva a recolha de lixo e motiva a tripulação para a relevância de salvarmos os oceanos”, comenta Cátia Raquel, marinheira na VMT Madeira.

Ao nosso protetor dos oceanos, um bem-haja para que o seu trabalho no mar e na família da VMT Madeira tenha cada vez mais impacto.

Capitão Carlos, o Protetor dos Oceanos

Uma vida dedicada ao mar e a contribuir para a sua sustentabilidade

Diz que admite ter água salgada nas suas veias, e nós, na VMT Madeira, acreditamos piamente nisso, pois a sua dedicação ao mar é incontornável! Carlos Silva, é capitão dos barcos da VMT Madeira há mais de 15 anos, altura em que a nossa primeira embarcação chegou ao Funchal – Sea Pleasure! No entanto, a sua relação com o mar começou de tenra idade e veio evoluindo como se de uma necessidade viciante se tratasse.

Aos 41 anos, Carlos confessa-nos que desde os 13 que tudo o que é relacionado com o mar o fascina. Entre ter sido atleta e treinador de canoagem, à prática do mergulho, de surf e treino para observação de vertebrados marinhos, tudo é pretexto para estar junto do mar.

Por isso, não seria de estranhar que, para além de nadador salvador quando jovem, enveredasse para as marítimo-turísticas aqui na ilha da Madeira. Começou como marinheiro em 2000, mas tivemos a sorte de o receber na nossa família em 2004, onde teve oportunidade de aprimorar o seu gosto pela fotografia e, posteriormente, de iniciar os seus deveres como capitão das nossas embarcações.

A verdade é que quando se vive do mar e das suas criaturas “nasce connosco um sentido forte de preservação e proteção”, afirma Carlos. Sendo essa a razão pela qual todas as suas ações e projetos estão intimamente ligados ao mar! Foi deste sentimento de sensibilização e de salvamento dos oceanos que surgiu o Relatório do Capitão (Captain’s Report), inspirado numa fundação sem fins lucrativos associada ao mar Sea Shepherd.

Este era um relatório diário que compilava fotografias, animais observados e algumas dicas/experiências vividas pela tripulação da VMT Madeira, da perspetiva de Carlos.

Um trabalho muito moroso, mas que preservou muitas histórias de mar que simplesmente nos tocam o coração. Carlos conta peripécias sobre salvamentos de tartarugas que o sensibilizaram não só a ele, mas também aos amantes de natureza a bordo, dignas de sair em jornais (artigo no Diário de Notícias da Madeira, 2014).

Nós, na VMT Madeira trabalhamos em estreita ligação com a Estação de Biologia Marinha do Funchal  e com o Professor Dr. Thomas Dellinger no auxílio de tartarugas em perigo no mar.

Carlos afirma que “a minha primeira reação é ajudar”, sendo, por esse motivo, que em 2019 começou a desenvolver um outro projeto denominado Ocean Love Arts, do qual 30% da venda de artefactos em ossos de cachalote são doados para instituições relacionadas com a proteção dos animais marinhos.

Os ossos de cachalote que foi encontrado morto no Porto Santo (2011), junta-se a materiais encontrados no mar, como o plástico e canas de bambu (utilizadas na apanha do atum), para ganharem uma nova vida em pulseira, brincos e fios: “do plástico que retiramos de mar faço missangas para os fios. O importante é dar uma nova vida aquilo que era lixo e prejudica os animais marinhos”, reitera o capitão.

Para Carlos é gratificante poder dar um novo sentido a um animal que perdeu a vida, bem como, de reutilizar materiais para salvar os oceanos e as suas criaturas:

“Consegui doar algum dinheiro [através da Ocean Love Arts ] à Estação de Biologia Marinha do Funchal que estava a fazer uma angariação de fundo para o tratamento de 2 tartarugas”.

Depois “tive a oportunidade de nadar com uma das que foi libertada (…) foi mágico”, comenta emocionado.

Hoje em dia a VMT Madeira tem como um dos principais objetivos a recolha de lixo, a consciência ambiental, a sustentabilidade e a educação eco-sustentável (Projecto Eco-Disciplina), da qual o Carlos contribuiu.

A tripulação tem aprendido com o capitão Carlos a passar pelo lixo e a apanhá-lo; de cuidar, preservar e de sensibilizar os próprios clientes: “se temos clientes é pelos animais, pelo que temos de dar de volta ao mar,” refere o “skipper”.

Esta motivação e sentimento faz toda a diferença, não só pela sua importância, mas para um maior espírito de equipa: “a minha noção de trabalho em equipa começou nesta empresa (…) O Carlos incentiva a recolha de lixo e motiva a tripulação para a relevância de salvarmos os oceanos”, comenta Cátia Raquel, marinheira na VMT Madeira.

Ao nosso protetor dos oceanos, um bem-haja para que o seu trabalho no mar e na família da VMT Madeira tenha cada vez mais impacto.